O lucrativo fim do mundo


Jeferson Silva
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Muita gente lucrou com o fim do mundo em 2012. Seitas apocalípticas ganharam fôlego, novos adeptos e ótimas doações, o cinema faturou muito com o tema e as televisões ganharam audiência quando abordaram o assunto.

Em uma época em que conseguir chamar a atenção pode ser decisivo para os negócios, o tema “fim do mundo” esteve presente durante todo o ano e foi o assunto mais abordado em 2012.

No entanto, o lucro de alguns pode resultar em sofrimento para outros. Algumas famílias doaram suas casas e todos os pertences para adquirirem o direito de ficarem nos templos rezando pela salvação enquanto aguardam pelo fim do mundo, empresas especializadas incentivaram o medo como estratégia de marketing para vender equipamentos de sobrevivência e a construção de abrigos subterrâneos, pessoas pediram demissão de seus empregos para esperar em casa com seus familiares o fatídico dia final, crianças apresentaram algumas conseqüências psicológicas devido a grande imposição do tema e alguns pais questionam se devem ou não matar seus filhos para evitar o sofrimento deles frente a eminente catástrofe anunciada para o final do ano de 2012.

Especialistas sinalizam a crescente possibilidade de suicídio influenciado pelo medo do fim do mundo.

É interessante observar como um tema que já foi abordado inúmeras vezes por séculos ainda pode ser tão lucrativo e persuasivo. Também pode ser interessante registrar que na impossibilidade do mundo acabar este ano, a data será transferida e novos investimentos se farão necessários por parte daqueles que acreditam no assunto, mantendo o mercado apocalíptico lucrativo por mais algum tempo. Certamente, um dia o mundo acaba.


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