O Surgimento das incubadoras e parques no Brasil


Posted by: Jeferson Silva
ID: 0000-0001-8117-6136
No primeiro boletim do Seminário Nacional, a Anprotec mostrou duas das versões para o surgimento das incubadoras de empresas no mundo. Nesta edição, conheceremos a história do movimento no Brasil.

Nos Estados Unidos, no final da década de 50, surgia o primeiro modelo de incubadora de empresas no mundo. A partir daí, uma grande ferramenta de apoio ao desenvolvimento do empreendedorismo inovador começava a ser moldada, tomar força e ganhar corpo, espalhando-se por muitos países.

Trinta anos depois, em 1980, o Brasil ganhou suas primeiras incubadoras, inspiradas nas experiências internacionais desenvolvidas pelos science parks britânicos e americanos e pelas tecnópoles francesas. Foram criadas como meio de transformação da pesquisa científica desenvolvida nas universidades e centros de tecnologia em setores mais dinâmicos da economia brasileira como informática, biotecnologia e automação industrial, tendo na criação de empresas o mecanismo para trazer ao mercado novas idéias e tendências tecnológicas. Essa iniciativa foi apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e agências como a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

O primeiro Programa de Parques Tecnológicos do Brasil foi resultante da Resolução Executiva (RE 084/84), assinada em 02 de fevereiro de 1984, pelo Prof. Lynaldo Cavalcanti, então presidente do CNPq. Esta resolução criava o Programa de Implantação de Parques de Tecnologia.

Em dezembro de 1984 foi implantada a Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos – ParqTec seguida da constituição de mais três incubadoras nas cidades de Campina Grande (PB), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro. Iniciava-se então a história do Movimento Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas no Brasil. A partir daí começou-se a conjecturar a realização do primeiro evento do setor, mais especificamente para parques e pólos tecnológicos.

Segundo Maurício Guedes, diretor executivo do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, o movimento passou a ter visibilidade e iniciativas independentes começaram a ser reconhecidas somente a partir dos projetos financiados pela Finep e um estudo contratado na COPPE. “Esse estudo visava levantar dados sobre o que estava acontecendo nessa área de empreendedorismo e inovação no Brasil e em alguns países latino-americanos, como México, Chile, Argentina e Uruguai. Esse estudo foi encerrado com a realização de um seminário interno, realizado de 5 a 7 de outubro de 1987 na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Essa foi a primeira oportunidade que os pioneiros desse movimento no Brasil - e América Latina - tiveram para conhecer esse movimento, de importância e dimensões reconhecidas mundialmente”, explica Maurício Guedes.


Acompanhe novos conteúdos.
Acesse Newsletter aqui.

Postagens mais visitadas deste blog

Ganhe dinheiro com artesanato: curso gratuito

A primeira motocicleta

Simulador de impacto por asteroide

Remédio para apagar sua memória

Passeando pelos museus virtuais

Descoberta molécula responsável pela memória humana

Lógica e português estruturado

Nossa Newsletter mudou!

Molécula capaz de neutralizar células do câncer

Testamos o IPFS: hospedando um site